segunda-feira, 24 de maio de 2010

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COMO A EDUCAÇÃO FORMAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FOI ENTENDIDA AO LONGO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

A educação formal da pessoa com deficiência passou por três momentos distintos: a segregação, a integração e a inclusão. Todos eles foram originados a partir dos conceitos que norteavam a educação comum naqueles momentos históricos e das idéias que sustentavam a relação da sociedade com a pessoa com deficiência.

Segregação Escolar

As primeiras instituições educacionais especializadas surgiram no sistema de internato, reproduzindo a prática educacional da época, que consistia em afastar as crianças do convívio com os adultos para preservá-las.
Esses locais tinham o objetivo de desenvolver as habilidades e potencializar as capacidades desses indivíduos. Essas primeiras escolas foram: Escola do Abade de l'Épée e a escola para cegos fundada por Valentim Haüy, esta segunda, transformada depois no Instituto de Jovens Cegos de Paris.

Esses espaços institucionais, apesar da intenção formativa, acabaram por se transformar em asilos, assumindo um caráter assistencialista e segregacionista, presente até hoje em algumas ações públicas e privadas voltadas para o atendimento à pessoa com deficiência.

Integração Escolar Esse novo paradigma, que surge no século XX, defende que a pessoa com deficiência deve ser integrada no sistema comum de ensino. Para que esse fato ocorra é necessário primeiro buscar a "normalização" do aluno especial.
Esse processo de normalizar o ser humano acaba por se revelar confuso e inadequado, pois como deficiência é uma condição e as barreiras a serem superadas na escola se apresentam a medida que os alunos vivenciam o cotidiano escolar, como as pessoas vão saber o que as espera, vivendo nas Escolas Especiais? Preparar-se para a convivência na escola é preparar para a convivência na vida. Como se prepara para a vida sem vivê-la? E a escola regular, por sua vez, como pode se preparar para receber esse novo aluno com ele ausente do cotidiano da escola?

Sendo assim, cada vez mais se protelava a entrada na escola regular e cada vez mais a escola regular se omitia da responsabilidade de acolher esse aluno. A preparação longa e, muitas vezes, infrutífera acabava por reforçar a permanência nas Instituições Especializadas.
Foi necessário buscar uma nova alternativa, inaugurando-se, assim, o paradigma da inclusão escolar.

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