sábado, 29 de maio de 2010

FORMAÇÃO PESSOAL E
SOCIAL NA INFÂNCIA
DOCENTE: IRENA SANTANA
AULA 2
TEMA DA AULA 2
Acolhimento das
crianças nas diversidades
a construção e socialização da
criança tendo como vínculo a família,
a escola e o seu contexto. Através da
história pessoal e social de cada
criança percebemos as marcas e a
relação de pertencimento como
perspectivas da construção da
identidade.
OBJETIVO
RECONHECER A IDENTIDADE
HISTÓRICA E CULTURAL DA INFÂNCIA,
VALORIZANDO AS DIFERENÇAS E
CRIANDO UM NOVO OLHAR SOBRE A
FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL DA
CRIANÇA.
CONTEÚDOS
• RESPEITO À CRIANÇA E A
CONSTRUÇÃO DA AUTO-ESTIMA;
• AUTO-ESTIMA E RESPEITO ÀS
DIVERSIDADES;
CONTEÚDOS
• A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA
CRIANÇA;
• ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO.
RESPEITO À CRIANÇA E A
CONSTRUÇÃO DA AUTO-ESTIMA.
Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança
também…
Não me lembro de o ter sido;
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.
É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente,
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.
Coimbra, 11 de Abril de
1957.
Vamos analisar a concepção da criança na fase
de 0 a 6 anos.
• A criança é vista como ser que “não sabe” e
deve aprender a obedecer?
• È vista como ser indefeso que precisa de
cuidados, atenção, e de que façam as coisas
por ele(a)?
Para Refletir...
• É vista como alguém capaz de também
ensinar e capaz de criar suas próprias
hipóteses?
• As práticas pedagógicas do seu dia a dia
privilegiam a manifestação da vivência e do
ponto de vista de cada uma?
Para Refletir...
“Buscamos entender a criança como um ser
humano como nós, com sentimentos,
emoções, demandas, desejos, um corpo que
age e sente, uma mente que elabora e
reelabora conhecimentos, um ser histórico e
social constituído do caldo cultural em que se
encontra imersa sua família, biológica ou não,
e dele transformador.”
Sonia Kramer - 1986
A IMPORTÂNCIA DA CONSTRUÇÃO
DA AUTO-ESTIMA
A auto-estima que a criança aos
poucos desenvolve é, em grande
parte, interiorização da estima
que se tem por ela e da
confiança da qual é alvo.
È importante criar situações educativas para
que, dentro dos limites impostos pela
vivência em coletividade, cada criança
possa ter respeitado seus hábitos, ritimos e
preferências individuais.
Da mesma forma, ouvir as falas das crianças,
compreendendo o que estão querendo
comunicar, fortalece a sua auto-confiança.
O processo de construção da
autoconfiança envolve avanços e
retrocessos.
RETROCESSOS
BIRRAS DIANTE DE FRUSTAÇÕES;
VERGONHA;
MEDO.
AVANÇOS
IDENTIDADE;
AUTONOMIA;
INTERAÇÃO.
O adulto deve ter em relação a
criança, uma atitude contínua,
apoiando-as e controlando-as de
forma flexível porém segura.
Qual a sua concepção sobre a
importância da participação dos
pais e professores no processo de
construção da auto-estima da
criança?
• No ambiente escolar, a preocupação
em demarcar o espaço individual no
coletivo é imprescindível para que a
criança tenha noção de que sua
inserção no grupo não anula a sua
individualidade
• Trabalhar o reconhecimento da
marca de outros é também um
objetivo importante, pois favorece a
formação do sentimento de grupo.
È importante que o adulto refira-se a
criança pelo nome, bem como
assegurem que conheçam os nomes
de todos
Segundo o Educador, Mestre em Ciências
Humanas e Especialista em Inteligência
e Cognição, Celso Antunes, a autoestima
é querer bem a si mesmo e sua
construção tem caráter genético e
social.
FATORES DA AUTO-ESTIMA
GENÉTICO – histórico de vida do indivíduo.
SOCIAIS – Respeito, aceitação e construção.
AUTOCONHECIMENTO- Chave mestre da
construção da auto-estima.
AUTO-ESTIMA E RESPEITO À
DIVERSIDADE.
A diversidade está muito presente em nosso país,
que precisa ser considerada quando falamos da
integração da instituição de educação infantil, com
a família e a comunidade.
A diversidade religiosa influência o modo de vida
de quase toda humanidade, marcando presença
nas diversas instituições sociais, inclusive na de
Educação Infantil, colocando o desafio de lidar
de forma respeitosa, sem impor modelos.
A instituição de Educação Infantil, como um
direito da criança, deve oferecer possibilidades
para que esta desenvolva suas mais diferentes
linguagens, sendo respeitadas suas
particularidades e singularidades na maneira de
ver e pensar o mundo.
As instituições familiares são
universalmente reconhecidas, mesmo
assumindo formas diferentes em cada
sociedade. já traduz, por si só, a
relevância dessa instituição para a
humanidade.
Para que seja incorporada
pelas crianças, a atitude de
aceitação do outro em suas
diferenças e particularidades
precisa estar presente nos atos
e atitudes dos adultos com
quem convivem.
(CRAMER,

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